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A importância da prevenção da litíase urinária

  • Foto do escritor: Dr. José David Kartabil
    Dr. José David Kartabil
  • 8 de jul. de 2019
  • 3 min de leitura

A presença de cálculo no trato urinário, chamada de urolitíase ou também “pedra nos rins”, possui alta prevalência, o que a torna uma das principais doenças na Urologia. Apresenta uma incidência que pode chegar até 20%, apresentando grandes variações conforme fatores geográficos, climáticos, étnicos, alimentares e genéticos.

Foto: Ilustração / freepik

Além dessa alta prevalência, a taxa de recidiva pode chegar a 50%, apresentando um elevado impacto social e financeiro. Portanto os fatores envolvidos são de fundamental avaliação, visto que podemos tentar reduzir esse risco de desenvolvimento e recidiva da doença.

Os sintomas de cálculo renal normalmente surgem de forma repentina, quando a pedra se desloca pelas vias urinárias, gerando uma dor muito forte nas costas que deve ser tratada o mais rápido possível em um hospital ou pronto-atendimento. Cálculos localizados dentro do rim habitualmente não causam sintomas. Estes somente incomodarão quando se movimentarem para sair do rim e obstruírem o ureter (conduto do rim a bexiga). Nesta situação pode se manifestar dor intensa e outros sintomas associados, como por exemplo:

• Dor lombar variável e intensa, em cólica, que pode se irradiar para flanco, abdome inferior e região genital (até vulva ou testículo)

• Urina rosada, devido à presença de algumas gotas de sangue na urina

• Náuseas e vômitos são comuns

• Desejo aumentado de ir ao banheiro urinar mas não expelir muita urina

• Desejo de evacuar mas sem eliminar nada – pouco comum

• Ardência para urinar

• Febre e calafrios

• Suor excessivo.


Em quadros de dor aguda (cólica renal), a primeira conduta é o alívio imediato da dor, seguido pela realização de exames laboratoriais de sangue, urina e imagem do trato urinário. O exame com menores riscos e menos invasivo é ultrassonografia. A radiografia de abdome simples também pode ser uma boa opção nessa avaliação inicial. No entanto alguns casos podem deixar dúvidas ou exigir uma avaliação com mais detalhes, sendo necessária a realização de uma tomografia computadorizada.

De acordo com os dados clínicos, laboratoriais e a imagem, definiremos a melhor conduta para cada caso. Sendo que o tratamento pode variar desde a observação e seguimento até a necessidade de um procedimento cirúrgico de emergência.

A maioria dos pequenos cálculos (<5mm) que se apresenta no canal da urina entre o rim e a bexiga (ureter) evolui com eliminação espontânea durante um determinado período, que pode chegar a seis semanas (sempre com acompanhamento médico e com exames). Se as condições permitirem, esses pacientes podem ser apenas acompanhados, ficando a remoção do cálculo indicada em situações específicas.

Quanto maior o cálculo, menor é a chance de passagem espontânea, sendo muitas vezes necessária a realização de procedimentos, como litotripsia extracorpórea (máquina que fragmenta o cálculo por ondas externas ao corpo), ureterolitotripsia (cirurgia que consiste na introdução de um aparelho pelo canal da urina para quebra do cálculo com uso de energia), nefrolitotripsia (pequeno corte, “furo")e outras modalidades mais invasivas que felizmente são menos frequentes (cirurgia aberta ou videolaparoscópica).


Prevenção


Assim como o tratamento dos casos agudos é importante, a prevenção de formação de novos cálculos é de igual relevância, pois até metade dos pacientes pode voltar a ter cálculos. Hoje consideramos uma doença crônica. Portanto a avaliação médica pelo Urologista e em alguns casos com o Nefrologista após o tratamento da cólica renal é indispensável. A investigação dos fatores associados irá auxiliar na tentativa de reduzir a formação de cálculos durante toda a vida.

Para evitar a cristalização dos sais, o organismo precisa de água e uma das primeiras regras é tomar bastante líquido (cerca de 2 a 2,5 litros por dia).

Uma maneira de checar se a quantidade é suficiente é cuidar da cor da urina, que deve ser clara – se estiver amarelado, significa que está muito concentrado e pode propiciar a formação das pedras.

Maneirar no sal, nos embutidos (como linguiça, salsicha e salame), enlatados e macarrões instantâneos é outra medida aconselhada. Alimentos com alto teor de oxalato (espinafre, nozes, pimenta e chá preto, por exemplo) também exigem moderação, quando já existe propensão a pedras desse tipo. Pessoas com alta concentração de ácido úrico no sangue devem ainda reduzir a ingestão de cerveja, carnes e frutos do mar, uma vez que eles elevam ainda mais as taxas.

A suplementação de cálcio deve ser feita com cuidado. O mineral é importante para o organismo, mas a suplementação só pode ser feita com recomendação médica. Do contrário, a sobrecarga pode resultar no problema renal.

Pacientes portadores de urolitíase devem sempre estar atentos a essas orientações, assim como a população em geral. Sempre que tiver alguma suspeita desse diagnóstico, a avaliação pelo urologista irá esclarecer todas as dúvidas e será imprescindível para o melhor tratamento. Outras medidas e medicamentos podem auxiliar, mas necessitam de uma avaliação completa antes de serem estabelecidas.

 
 
 

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